Feira da Sulanca pode ter mais de 100 mil pessoas e efetivo policial triplicado

Nesta segunda-feira (9), depois da confusão na Feira da Sulanca de Caruaru, no Agreste pernambucano, o tenente-coronel Marcos Campos, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, nega que houve arrastões e tiros. E que, para proteger feirantes e compradores, o policiamento será triplicado para até 150 profissionais e o efetivo pode contar com ajuda de uma aeronave, já na próxima segunda-feira (16).

Segundo a PM, houveram arrastões e correria (Foto: Jaqueline Almeida/G1 Caruaru)Comandante do 4º BPM nega que houve arrastões.(Foto: Jaqueline Almeida/G1 Caruaru)De acordo com o departamento, as feiras de fim de ano costumam receber mais de 100 mil pessoas – o equivalente a cerca de 1/3 da população do município. O espaço tem 32.000m² e a média rotineira é de 40 mil pessoas circulando em cada feira.
O comandante Marcos Campos informa que a polícia investiga há cerca de três meses um grupo que atua na Feira da Sulanca. “Nós temos um levantamento com 18 identificados, até a semana passada. Estamos identificando, fotografando e filmando na hora que eles estão furtando. Isto é para fazer uma representação grande, para ser registrado como formação de quadrilha. Tem uma senhora que a gente está focado nela.”Segundo coronel, aeronave será solicitada à SDS (Foto: Jaqueline Almeida/G1 Caruaru)Segundo coronel, aeronave será solicitada à SDS(Foto: Jaqueline Almeida/G1 Caruaru)

“Não houve nenhum arrastão porque, na semana passada, aconteceram 17 registros de furtos na Feira da Sulanca e, nessa semana, 10. Se tivesse um arrastão, certamente o número de furtos seria triplicado. E a feira da semana passada foi menor. E outra coisa: numa feira daquele tamanho, se houve tiroteio, como é que não tem ninguém hospitalizado por tiros?”, informa e indaga o comandante do 4º BPM. De acordo com ele, boatos sobre supostos acontecimentos foram se espalhando e um homem afirma ter visto outro soltando um pequeno explosivo.
Para o gestor Jorge Quintino, do Departamento de Feiras e Mercados da Prefeitura de Caruaru, “questões de boatos e de um ou outro caso relacionado a tumultos são normais pela grandiosidade do evento. Em especial, com a falta de estrutura que se tem [no Parque Dezoito de Maio]”, reconhece. No entanto, diz que “a minimização é feita através do sistema de planejamento entre o departamento, a Polícia Civil e principalmente a Polícia Militar, que tem apoiado de forma enorme no cotidiano existente na feira”.
O tenente-coronel explica que a situação é impraticável. “O local é inadequado. As artérias que dão acesso estão obstruídas porque a feira tem aumentado de forma expressiva e não há vias de circulações adequadas para essa situação. Os espaços físicos são precários, temos dificuldades na locomoção das motos nossas e também do policiamento a pé”, afirma. “A cada ano se agrava o problema do parque da feira”, conclui.Local seria inadequado
Possível grupo criminoso
De acordo com a assessoria de imprensa da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Caruaru, dez pessoas deram entrada na unidade após os tumultos na feira. Segundo a assessoria, elas apresentavam crise nervosa, hipertensão, cortes no corpo e escoriações. Sete receberam alta e três foram transferidas para hospitais da cidade.
“Existe um crescimento muito grande da feira e da própria cidade e o prefeito está solucionando o problema. Ele vai, no momento certo e na hora certa, apresentar às pessoas a solução”, diz Jorge Quintino.
Em nota, a Secretaria de Comunicação da prefeitura comunicou que nesta quarta-feira (11) haverá uma reunião com as instituições que fazem a segurança da Feira da Sulanca.
G1.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *