Eita, São João dos meus sonhos.

Festa dos santos populares ou festa multicultural, regional, enfim, não importa, tudo é São João. Em sua essência, as roupas caipiras são a marca de um povo pra lá de peculiar e inconfundível, além do cheirinho do milho, das comidas típicas que nos trazem a fartura na mesa de uma colheita abundante.

E como diz o eterno Rei do Baião, o mestre Luiz Lua Gonzaga, em sua canção Noites Brasileiras,

“ Ai que saudades que eu sinto/

Das noites de São João/

Das noites tão brasileiras na fogueira/

 Sob o luar do sertão/

 Meninos brincando de roda/

 Velhos soltando balão/

 Moços em volta à fogueira…

 Eita, São João dos meus sonhos/

 Eita saudoso sertão”.

Recordo ainda de minha infância não muito distante, nas épocas em que refletíamos justamente uma noite brasileira, a qual crianças saltitavam as fogueiras, os velhos conduziam os estouros dos rojões; e no chegar da hora, pegue seu par para dançar um forrózinho, acompanhado do ritmo da sanfona, triângulo e zabumba que marcavam o início de uma noite de São João.

São 30 dias de forró, xote e baião. O romantismo semântico conquista os casais na noite do tão falado 12 de junho, Dia dos Namorados: uma programação apaixonante, amorosa e poética atrai milhares de pombinhos para os polos juninos.

As datas e os donos das festividades passam despercebidos por muitos, que afinal estão em busca de curtir o melhor das festividades. Assim é o São João do Nordeste: com cores, gosto, cheiro, molejo e uma pitada de amor, conquistamos os braços do mundo inteiro. E como cantou e encantou o eterno Gonzaga, “A fogueira tá queimando, em homenagem a São João, o forró já começou, vamos gente, rapa-pé nesse salão”.

Por Jonata Daniel

Jonata Daniel

Daniel, tem 21 anos e nasceu em São Joaquim do Monte/PE, mora atualmente em Agrestina/PE. Estudante Técnico em Enfermagem Jônata é repórter fotográfico e fundador do Blog, criado à quatro anos quando ainda cursava o ensino médio na Escola de Referência Professor José Constantino. “O blog me ajudou a entender complexos importantes e ver que não era o único adolescente insatisfeito com problemas do dia a dia. Através dos textos e fotos descobri um novo universo que acabou virando meu trabalho”.

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