O NATAL DE CRISTO

É comum as pessoas sofrerem transformações próximo a mudanças de ciclos. A debutante, próximo aos seus 15 anos sofre dentro de seu interior a maior das expectativas; a noiva aguarda ansiosa a realização da festa de casamento onde todos estarão admirando o mais belo vestido feito exclusivamente para ela; o gerente quase sem se conter, anda para um lado e para o outro esperando o exato momento onde o diretor presidente dirá que ele é o mais novo executivo e que os demais a partir daquele instante devem o devido respeito e a devida honra a ele.

Na maioria das pessoas, sentimentos parecidos com estes que descrevi acontecem todos os anos. Ao se aproximar o termino de um ano que deixa como saldo muitas lembranças, realizações, frustrações, anseios não alcançados, muitos pedidos são realizados para a nova etapa, muitas promessas são feitas, muitos acordos são revistos, mudanças que em sua grande maioria não acontecem por falta de verdade quando no momento da determinação.

Jesus Cristo nunca comemorou o natal com a conotação que temos hoje. Na verdade, nós não sabemos como era o seu aniversário. De certo as pessoas não lembravam direito, pois o Cristo que é tão falado pela humanidade na atualidade não tinha parecer nem formosura, era um que os homens o olhavam e alguns até viravam o rosto. (Isaias 53) Jesus via ser comemorado na data em que lhe atribuímos ser a data do seu nascimento, o dia do deus Hórus no Egito, do deus Tamuz na Suméria e Fenícia, do deus Mitra um deus persa que os romanos o adotaram e transformaram em deus sol, dentre outros… Mas porque não sabemos qual foi a data real do seu nascimento?

Jesus foi considerado um agitador de sua época, embora suas palavras contivesse a única verdade. Era rejeitado pelas pessoas que o cercavam e que estavam acostumados a viver na prática do pecado contra as ordenanças dadas por Deus. Jesus tinha seu grupo de amigos como qualquer pessoa comum tem, era convidado para as festas e tinha uma certa participação na igreja em que fazia parte, talvez por ser sobrinho de sacerdote, Zacarias esposo de sua tia Isabel e mãe de João Batista (Lucas 1.5-7). Jesus era muito simples em sua estadia aqui na terra, não chamava a atenção dos que estavam a sua volta, pois não era a sua pretensão se sobrepor acima das demais pessoas, e todos o consideravam o mais normal dos homens; talvez por isso não cuidaram de registrar algo tão importante e relevante para muitos atualmente: a sua data de Nascimento.

Se o Cristo que nós não sabemos a data de seu aniversário realmente fosse um homem comum, diria eu agora que ele nem imaginaria que a sua data de nascimento fosse dar tanta confusão. Muitos sequer sabem o que significa o seu nascimento, mas ele sempre soube. Muitos não estão nem um pouco preocupado com a vida que ele levou entre nós e o que realmente significou seu tempo conosco, mas ele cumpriu na integra a sua bela missão que até hoje nos atinge.

Diferente dos demais “deuses” que comemoram a data junto à data atribuída a de seu nascimento, Jesus Cristo através de sua vida na terra, mudou toda atmosfera de todo o universo. Em nada se faz necessário acrescentar neste tão belo acontecimento outro significado que não seja o seu grande amor com que nos amou, de tal maneira que padeceu calado a morte de cruz e nos garantiu a entrada nas mansões celestiais. Ele, o Cristo, foi a consumação da lei de Deus, que nós pecadores, por nossa incompetência pecaminosa, não conseguimos cumprir; e ao mesmo tempo que derrama sobre nós a graça salvadora de Deus através do proposito cumprido que foi a morte de cruz por todos aqueles que não tinham como pagar a dívida, é o mesmo que nos faz voltar novamente a lei para que possamos viver uma vida integra e de santidade. (Romanos 3.21-31)

Temos a ousadia de entrar no seu santuário eterno através da porta que ele nos abriu, somos feitos seus irmãos através da adoção garantida por Deus e devemos reverencia-lo, não apenas no natal, mas com nossa vida, tendo em nosso coração que;

 

“E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:14-16

Eloi Santos

Nascido no Recife, capital de Pernambuco, tem 30 anos, é casado com Daiana Santos e pai de dois filhos chamados David e Jhonatas Eloi. Tem formação em História e Direito e atualmente é graduando em Pedagogia pela UFPE - Agreste. Teólogo auto-didata, Pastor Evangélico; é autor de poesias, apostilas, crônicas; além de trabalhar como professor, arbitro da justiça privada e cerimonialista em eventos.

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