MAIS AÇÃO E MENOS FALAÇÃO!


Diariamente observamos os gestores de vários Municípios, Estados, Distrito Federal e do nosso país, apresentando suas reuniões, seus feitos, suas justificativas, diante da inação e omissão em várias áreas, nas redes sociais, como se tais explicações servissem para explicar a pouca ação e o não cumprimento de promessas eleitorais.
Recentemente acompanhamos as inúmeras aparições nas redes sociais da gestora do município de Caruaru justificando o injustificável, ou seja, alegando que tem feito inúmeras reuniões e que não tem responsabilidade com os gravíssimos índices de violência de Caruaru.
Não há dúvida que os números da criminalidade de Caruaru estão fora de controle, e o motivo desse grave problema não é um só. São vários os fatores que levam a esse quadro, mas a principal liderança da cidade deve tratar esse tema com seriedade, e cumprir suas promessas de campanha, pois alegou que a segurança pública seria tratada por ela, se vencesse as eleições, com prioridade absoluta, o que não se efetivou ao longo de seu governo, só tomando algumas medidas que ainda não surtiram efeito concreto, após uma das vítimas dessa violência ter sido o apresentador do telejornal noturno TV Asa Branca.
É preciso mais ação e menos falação, mais ação e menos reunião, mais ação e menos aparição nas redes sociais, mais ação e menos enrolação, ninguém aguenta mais os índices de violência que são registrados em Caruaru, e a gestora do município de Caruaru, deve cumprir suas promessas na área de segurança e deixar de colocar a culpa de todos os problemas em outras pessoas ou instituições.
Como contribuição para a área de segurança darei algumas sugestões, algo que temos feito semanalmente em vários órgãos de comunicação, vamos a elas: aumentar o efetivo da Guarda Municipal, pelo menos quadruplicando seu efetivo (até que enfim, após muitas cobranças foi anunciada a realização de um concurso público para esses profissionais); tornar essa instituição armada para que possa contribuir com os demais órgãos de segurança, precisa portar arma de fogo, após capacitação e estruturação legal, pois como esses servidores podem defender a população da criminalidade violenta se não consegue sequer se proteger, já que são desprovidos de instrumento básico de segurança; iluminar efetivamente a cidade, mas principalmente a periferia, onde ocorrem os maiores índices de criminalidade; colocar a Guarda Municipal, devidamente equipada, para ajudar a polícia militar a proteger a população da zona rural do município que tem sofrido severamente com a falta de segurança.
Fica a reflexão. Esteja atento à próxima edição da coluna Ética e Política, que é divulgada todas as quintas-feiras. Você pode dar sugestão de temas, fazer críticas e elogios para o e-mail: ericklessa04@gmail.com.

Erick Lessa

Erick Lessa, delegado de polícia civil de Pernambuco, especialista em segurança pública e cidadania (ministério da justiça/Asces-Unita); Consultor técnico da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco

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